quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Todo castigo pra corno é pouco


Já estou ficando de saco cheio dessas minhas desculpas por não poder postar alguma coisa por aqui. Mas me diga se eu sou ou não sou uma pessoa “de sorte”. Consegui completar a montagem do meu computador “novo”. Parece um TRANSFORMER. O monitor é de cor cinza, o teclado é preto, o gabinete e o estabilizador são brancos, o mouse é cinza com azul. E num é pra “mangar” do bichinho não. Porque ele está dodói. Sofreu um grave acidente e logo no dia da estreia dele. Foi assim:

Chego do Centro com a última peça que faltava, o monitor, e lá vai eu liga-lo pra ver o bichão funcionando. Quando ainda estava no trabalho, pergunto pelo MSN ao Henrique, que foi quem esquematizou a venda do gabinete, se a máquina já tava no ponto pra ligar. “Tá sim Doido, é só ligar e pronto”. Beleza!! Encaixo tudo, coloco os cabos em seus devidos lugares, olho se está tudo ok e ligo. “TIC”. Abre a tela do windows, aparece a área de trabalho, começo a olhar se está tudo em ordem, vou nas pastas ver se não ficou nenhuma pornografia do antigo dono. Nada. Tudo tranquilo! De repente escuto um barulhinho: “ZIMMMMMMM”. Logo depois escuto “TUFFFFFFFFFFFFF”!!!!

- Cof cof cof!!!!

A fumaça sobe, fica uma catinga de pentelho queimado, que nem o Rian aguenta e sai de perto.

- Putaquelasparias!!!!!!!! Que diabo foi isso???

Corro pra cima do computador e desligo todos os cabos dele. Quando olho atrás do gabinete o botãozinho que informa a voltagem que devo liga-lo está em 220.

- Ôi di bila, fí de rapariga!!!!!!

Como é que o cara me diz que o negocio está pronto pra ligar e o fela da gaita não me avisa que ele usa o computador ligado no 220, quando 99,9% dos computadores são colocados em 110 para que possamos ligar no establizador que está em 110. No outro dia o baitola diz:


(14:32) Rafael de Paulo:

mermão!!!

(14:32) P HeNRiQue...:

diz mermao

(14:32) Rafael de Paulo:

quase morri ontem duma explosão!!

(14:32) P HeNRiQue...:

onde? o q? como?

(14:33) Rafael de Paulo:

o computador explodiu a fonte...

(14:33) P HeNRiQue...:

mentira ma
tu ligou errado burro

(14:33) Rafael de Paulo:

nada disso..

(14:33) P HeNRiQue...:

ligou 110 em 220

(14:33) Rafael de Paulo:

vc deixou a chave como 220 e eu liguei no estabilizador

(14:33) P HeNRiQue...:

oxe
eu uso 220 aq
AUAUHAHUA

(14:33) P HeNRiQue...:

era pra tu ter olhado!
UAHUAHUAHUAHAU
animal!

(14:33) Rafael de Paulo:

nada disso..
o normal do uso é 110

(14:33) P HeNRiQue...:

pqp

(14:33) P HeNRiQue...:

mas ma

(14:34) P HeNRiQue...:

queimou a fonte?

(14:34) Rafael de Paulo:

foi..

(14:34) P HeNRiQue...:

pqp

(14:34) Rafael de Paulo:

pelo menos isso!

(14:34) P HeNRiQue...:

animal!
tem certeza?

(14:35) Rafael de Paulo:

absoluta!!

(14:35) Rafael de Paulo:

foi um fumaceiro medonho..

(14:35) P HeNRiQue...:

pqp ma

(14:36) P HeNRiQue...:

nera pra papocar nao
era pra ser o inverso

(14:37) P HeNRiQue...:

:\
estranho

(14:37) P HeNRiQue...:

se tivesse em 115 a fonte
e tivesse ligado em 220
papocava
mas ao contario nao

(14:38) Rafael de Paulo:

pois fez só assim "TUFFFFFFFFFFFFFF"
e subiu a fumaça...

(14:39) P HeNRiQue...:

porra pera pera

(14:51) P HeNRiQue...:

caralho ma
:\
mo paia

(14:56) Rafael de Paulo:

pois é seu gay!!!
quase morro dum susto!!


Tudo bem que fui burro em não me certificar se estava tudo beleza, mas fui muito mais burro por acreditar nele. Agora mais uma vez estou esperando sair minha grana pra poder comprar uma fonte nova pro computador. Aiai! Que derrota!

Nem prometo mais que vou conseguir atualizar isso daqui com mais frequência poque já está ficando é feio pra mim.

Nam!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enquanto descanso, eu quebro pedra

Fuuuuu!! Fuuuuu!!! Deixa eu dar uma assoprada aqui pra tirar a poeira deste blog.
Putz Grila! Quanto tempo não venho aqui nem pra dar uma olhada. Está complicado vir por aqui atualizá-lo, tenho trabalhado demais e quando sobra tempo, falta inspiração. E outra, inventei de fazer um blog mais comercial com o "Henrique do Galeras" pra ver se essa internet gera alguma renda pra mim e fico mais ligado nele. É um blog pra esse povo que gosta de baixar músicas de forró, coisa bem comum aqui por essas bandas. O endereço do blog é “www.topforró.com”. Ele é bem simples e pode não ser do agrado de muita gente, mas pensando comercialmente é um meio bacana de ganhar uma grana extra, pois o povo só precisa clicar nas propagandas ou se inscrever num site de Cursos Online, que também são muito úteis.
Vê-se que estou tentando de todas as formas ganhar um “por fora”, coisa que não passava na minha cabeça há alguns anos atrás. Era um preguiçoso que não tinha coragem de trocar as farras por um trabalho extra, achava mil vezes melhor uma noite numa mesa de bar com os amigos do que arranjar um meio de ganhar uma grana, como esse de garçom que acontece, praticamente, todos os sábados à noite. Imagine, enquanto meus amigos estão gastando, o pouco que lhes resta, eu estou ganhando, e de grão em grão já posso me dar o luxo de planejar uma bela viagem no Ano Novo ou a compra de um carro e até um colégio de boa qualidade pro Rianzinho.
Acho que é por isso que não me sobra tempo pra ficar por aqui contando minhas histórias e relatando meus devaneios. Mas tudo faz parte de um plano que fiz no dia 01/01/2009 em cima da duna mais bonita que existe no mundo: A duna do Pôr do Sol, em Jericoacoara. Prometi que nunca mais eu teria preguiça pra ganhar dinheiro, prometi que tudo que eu pudesse fazer pra conseguir realizar meus sonhos de consumo (quem não os têm, que atire a primeira pedra) e dar uma vida digna pro meu filho, eu faria. E aqui estou. Trabalhando muito, mas dando um passo de cada vez pra construir tudo que planejei naquela bendita noite. Só faltou planejar um tempinho pra poder vir aqui no blog atualizá-lo, mas isso daqui alguns dias será consertado, pois, depois de uns 5 anos, voltarei a possuir um computador, falta só receber o salário pra comprar o monitor e, assim, terminar de compor o computador que estou montando. Em um futuro bem próximo voltarei a postar com mais frequência. Como já dizia Didi Mocó: Aguarde e confie.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Cafajeste!

Ontem estava conversando com um amigo do trabalho e ele me contava de quando terminou com uma ex-namorada, quer dizer, de quando ela terminou o namoro com ele. Me disse que foi um sofrimento. Que bebia todos os dias, que chorava feito um condenado. Os motivos que ele tinha pra sofrer tanto eram por ter vividos juntos num momento de transição, saindo da adolescência entrando na vida com mais responsabilidades, a compra do primeiro carro, a passagem para a faculdade, os planos de vida. Me deu uma pena. Comecei a me lembrar dos meus casos amorosos. Chamo de casos amorosos porque nenhum durou o bastante para se firmar como um namoro realmente sério, cheio de planos futuros, por mais que eu os tivesse em mente.
Sempre fui um cara apaixonado. Sempre. Na escola, desde o Jardim eu declarava pra mim que a fulana de tal seria a minha namorada. Mesmo sem ela saber. Eu acho que era por medo daquela história que "no dia que ela descobrisse, ela terminava". ;] Pois sempre foi assim. Me lembro de cada uma, pelo menos o rosto de todas me vem na memória. Sempre fui abobado pra essas coisas de paixão. Assistia a novela Carrossel e ficava triste com o pobre do Cirilo que era afim da Maria Joaquina e ela nem "tchuiú" pra ele. Qualquer novela, música ou filme que falasse de uma história de amor, lá estava eu, me vendo no lugar daqueles personagens.
Chega a adolesecência. Putz! Pense num cara derrotado. Morria de vergonha de declarar meus sentimentos pra menina que estava gostando. Com isso, quebrava a cara. Pouco tempo depois lá estava ela, namorando alguém do colégio que era mais corajoso, desenrolado, descolado. Era uma tristeza. Era tão mole, mas tão mole, que meu primeiro beijo, digo beijo mesmo, num é selinho não, foi quando eu tinha 16 anos. E ainda foi porque a menina, praticamente, me agarrou. Na virada do ano de 1999 para o ano 2000. Veio me desejar um "FELIZ ANO NOVO" e tascou o chupão. A partir disso é que as coisas foram se engrenando. No colégio arranjei meu primeiro "caso amoroso". Não durou 2 meses. E assim sucessivamente. A cada ano tinha um casinho mais sério. Sempre ficando nessa mesma faixa de tempo, 1 mês, 15 dias, 3 meses, 1 semana.
Com a mesma menina foram 3 tentativas e a mais longa foram 3 meses. A cada tentativa eu percebia que não tinha nascido pra esse negócio de relacionamento sério. Que me sentia melhor mesmo solteiro, mesmo que fosse por opção delas. Mas também sofria demais quando terminava. Aquele momento de receber um fora era horrível. Acho que nunca dava certo porque eu me entregava demais, esperava o mesmo da pessoa e sempre quebrava a cara.
Lembro-me de uma festa que eu fui e encontrei uma ex. Vixi! Gelei da ponta do cabelo até o dedão do pé quando a vi passando de mãos dadas com outro cara. Sabe aquela sensção que dá vontade de ir no banheiro? Pois é. Foi essa. Cheguei a ficar tão puto, mas tão puto que sai na direção dela pra lhe falar umas verdades e no meio do caminho me perdi. Acabei encontrando minha melhor amiga e passei a noite chorando e esculhambando a dita cuja. Êiê! Como o mundo dá voltas. É aquele velho ditado: "O que não me mata, me fortalece". Hoje em dia não sei se me sinto mais forte, mas está difícil voltar a ser o mesmo cara apaixonado que fui. De coração mole, que fazia de tudo pra agradar a essas eleitas. Percebi que mulher gosta é de homem que não vale nada. Daqueles bem canalhas mesmo. Famoso Cafa! E é assim que tenho sido nos últimos anos. Um cafa! Com algumas recaídas de vez em quando, mas no quesito chorar, beber e correr atrás pedindo pra voltar. Tá difícil. Bem difícil. Até porque estou de um jeito meio canalha. E assumo. Vagabundo da pior espécie. Por que pena de mulher, eu não tenho nem da minha mãe.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Como as Coisas Mudam

Há 1 ano atrás eu estava desesperado, com meu filho morando comigo, pouco dinheiro, trabalhando muito em um depósito de água que eu tinha inventado de colocar pra mostrar pro meu pai que eu podia seguir meu caminho, ganhar meu dinheiro sem precisar aguentar os estresses dele. Já estava há 02 dois anos trabalhando duro, pegando no pesado mesmo. 01 ano e meio com meu pai, em um depósito de reciclagem, carregando peso, mas é peso mesmo, 60 quilos de cobre, 100 quilos de latinhas de aço. Sai de lá e fui colocar esse bendito depósito de água mineral. O dia todo no sol quente de um lado pra outro entregando garrafões de água em cima de uma bicicleta cargueira. O dia todo, todos os dias, de segunda a segunda. Já estava parecendo um bode véi-magro de tão seco que eu estava. Já tinha ganhado até aquele bronzeado de nerd. Tirava a camisa e aparecia logo o desenho dela. Aí... Sempre tem uma virada na vida da gente. Me aparece a oportunidade de vir trabalhar aonde estou hoje. Me agarrei com unhas e dentes. Vendi o depósito de água mineral no mesmo dia que cheguei da entrevista. Tirei umas fotos da bicicleta e dos garrafões para que no dia que eu esquecesse as dificuldades que passei e começasse a fazer corpo mole pra trabalhar eu pudesse lembrar de tudo e mudasse de postura. Hoje estava aqui pensando comigo no quanto eu estou bem. Não digo bem financeiramente. Por que isso a gente nunca está, é o velho ditado que diz que "quanto mais se ganha, mais se gasta". Eu digo que estou bem, mas é no fato de não precisar suar, carregar peso, aguentar abuso de cliente ignorante, de ter folga e dinheiro pra poder fazer as coisas que gosto. Não é o céu, pois tenho minhas obrigações e qualquer erro mais sério eu sei que a minha cabeça rola, mas é muito melhor que muita coisa que já fiz. Foi por estar nele que consegui voltar com meu blog, pois estou sem computador em casa e me lembro que há 1 ano eu não estava sem postar no blog porque não tinha 1 real sobrando pra pagar 1 hora de internet na Lan House. Era um sufoco. Ainda bem que o mundo dá voltas. Daquele tempo eu não quero esquecer, pois se um dia as coisas não estiverem tão boas e for preciso eu voltar a fazer o que já fiz pra ganhar dinheiro eu vou lá e faço. Sem vergonha, sem medo e, principalmente, sem preguiça, pois se tem uma coisa que tudo isso me ajudou foi a deixar minha preguiça bem longe.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Homem, O Deus do Conforto

Quem não fica indignado com o controle remoto que acabou a carga da pilha e você tem que se levantar a todo instante para mudar o canal?

Pode existir Deus para tudo, mas no quesito conforto o ser humano é mestre. Quase tudo que se cria é pra dar mais comodidade e conforto. Pense num objeto. Darei o exemplo. Pense num carro. Qual o carro mais caro? O que tem mais conforto. Quem gosta de ir de porta em porta verificando se todas estão fechadas corretamente? Ninguém. É extremante chato e por causa dessa preguiça de ir olhar acabamos deixando, vez por outra, uma porta destravada. Prato cheio pros ladrões. Melhor seria como já existe hoje. Você desce do carro, fecha a sua porta, aperta um botão e escuta o “pli-plic”. Pronto. Portas travadas e alarme acionado. Pra quê melhor? Daqui a alguns anos, acho, não precisaremos mais nem aprender a dirigir. Entraremos no carro, colocaremos no computador o local que queremos ir e o carro chegará lá, sozinho. Sem precisar trocas de marchas, girar a direção, abrir portas, ajeitar retrovisor. Um luxo só.

Falando em conforto me lembrei de outro objeto.

Olhe. O homem poderá ir à Lua umas 10 vezes, em Marte umas 20, poderá até andar de patins nos anéis de Saturno, mas na minha opinião está para ser criado um objeto que se compare à uma Máquina de Lavar. Não existe. É altamente sem comparação você acordar domingo de manhã, pegar aquela trouxa de roupa usada na semana toda colocá-la dentro da máquina de lavar, colocar a medida de sabão e pronto. Vá dormir de novo, assistir o Globo Rural, dar uma volta na Feira dos Pássaros, vá à praia, tanto faz, vá aonde quiser. Quando chegar pegue as roupas e estenda. Ah! Reclame não. Tem que estender, pois por enquanto ainda não criaram uma máquina que além de lavar ainda estenda pra você.

É ou não é horrível? A pessoa perder metade do seu domingo (dependendo da quantidade de roupa que você tem, pode ser até mais) na frente de um pia ou um tanque, esfregando, arrancando a cabeça dos dedos naquela mancha do macarrão que você almoçou e não teve habilidade suficiente para levá-la até a boca, deixando-o escorregar pelo garfo e cair na camisa.
Pra quem não tem outra pessoa pra fazer certas coisas por você o mundo de hoje está muito, mas é muito mesmo, mais cômodo do que a cinquenta anos.

Mas tome cuidado pra não engordar, pois comodidade é bom, mas tem limite. Se você não tem tempo pra fazer exercício e queimar aquelas gordurinhas, quando pegar ônibus, desça uma parada antes ou estacione o carro um pouco mais longe da entrada da faculdade, do trabalho, do shopping e vá caminhando. Queimar calorias é bom e as gatinhas agradecem. Nós garotões, também, a gente gosta de carne, mas daquelas meio moles nem tanto.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

GLOBO X RECORD

Essa semana, quem acompanha sabe, houve o maior furdunço entre Rede GLOBO e RECORD. Uma acusando a outra. A GLOBO, apoiada numa denúncia do Ministério Público contra Edir Macêdo, Dono da RECORD e da Igreja Universal, sentou o pau em tudo e todos do bando de lá. Estampou bem grande na reportagem do Jornal Nacional “FORMAÇÃO DE QUADRILHA” em cima da foto de Edir Macêdo e mais outros. Enquanto isso a RECORD foi cavucar lá no fundo do baú tudo que já se falou e repetiu mais de 1 milhão de vezes sobre a GLOBO. Que ela tinha envolvimento com a Ditadura dos Militares, que no último debate entre Collor e Lula em 1989 ela foi altalmente tendenciosa e colaborou para que Collor fosse eleito.

Quem olha de fora até entende que a denúncia é do Ministério Público e a GLOBO só fez reportar ao público a situação. Não defendo nenhuma das duas por que sei que é tudo farinha do mesmo saco, mas quem realmente quiser entender essa história vai ver que tem caroço nesse angú.
De um lado a “toda poderosa” atacando com a faca nos dentes e botando debaixo do braço uma denúncia que tem fundamento, mas que é perceptível a sua intenção. Ela quer denegrir a imagem de uma emissora que está ganhando espaço num lugar que ela se achava dominadora. E ainda por cima é vítima de seus ex-integrantes, pois a RECORD contratou quase todos da GLOBO e tem feito uma programação “cagada e cuspida” à dela.
Agora, falando de Edir Macêdo. Eu queria realmente entender como é que um cara pega o dinheiro que uma pessoa doa a ele pra poder investir nas igrejas, em atividades educacionais, para ajudar pessoas carentes e investe em dezenas de empresas e em uma televisão que na maior parte do tempo não passa uma programação educacional, não tem um entretenimento de qualidade? Sabe-se que desse dinheiro ele faz muitas coisas úteis. Disso não duvido. Mas é muito dinheiro. Ele deve achar que já fez demais pelas almas que tanto ele quer ajudar e pega uma boa parte desse dinheiro e gera lucro pra ele e mais uma meia dúzia.

Eu não sei de nada. Só sei que eu quero ver é SANGUE!

IêÊêÊêÊiiiiii!!


Reportagem do JN dia 11/08/09


sábado, 8 de agosto de 2009

Tal Pai, Tal Filho

Fiquei prestando atenção nas mudanças que ocorreram em minha vida depois que o Rian nasceu. Antes eu parecia um moleque, não tinha responsabilidade com nada, assim como dizia um amigo meu: “Não tinha nem um pinto com fastio pra dar de comer”. Não conseguia programar minha vida nem até a próxima semana. Hoje tenho um plano de vida com expectativa pra daqui a 30 anos. Apesar de toda as responsabilidades a gente não pode perder o jeito moleque de ser e pelo visto é isso que nossos filhos mais aprendem com a gente. Por mais que a gente queira que eles sejam educados, quietos, simpáticos eles acabam aprendendo mesmo é o que não presta.

Essa semana o Rian chegou e estendeu a mão pra eu bater e disse:

- Papai, bate.

Bati. Logo após ele falou tão ligeiro que até gaguejou:

- Pe-pe-peitinho!!

E deu um beliscão no meu peito.

- Ai, seu fela da gaita!!!

Começou a rir e saiu correndo. Não deu meia hora ele veio de novo:

- Papai, bate.

- Bato não, você vai fazer, “Peitinho” em mim.

- Vô não, Papai. Vô não.

Voltou a estender a mão pra eu bater.

- Bate.

Bati. E ele:

- GUT!

E fez com a mão como se estivesse bebendo uma garrafa.
Comecei a rir e ele saiu correndo de novo.
Eu não sei a quem esse menino puxa, pra ser, assim, tão gaiato.

Feliz Dia dos Pais a todos os pais que são tão felizes quanto eu.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

FORTALEZA

Minha cidadezinha querida. Olhem bem. Não escrevo cidadezinha no sentido de achar ela pequena, porque isso ela não é, e não é mesmo. É apenas pelo sentimento de carinho que tenho por ela. Não sei o que é isso. Não sei se existe alguém tão apaixonado como eu sou por essa cidade. Tudo eu acho bonito. Desde seu próprio nome até a lagoa mais poluída. Sério mesmo. Fico encantado quando vejo um bairro pobre com suas ruelas, com os meninos brincando na rua com as velhas brincadeiras que não se vê nos bairros mais nobres. Soltando raia com a linha cheia de cerol roçando nos fios, podendo levar um choque a qualquer momento, correndo descalço nas calçadas pra tocar na mancha, gritar “TRINTA E UM SALVE TODOS” e deixar todo mundo feliz, menos o coitado que vai voltar a contar de 01 a 100 pra procurar todo mundo de novo. Cada vez que passo em frente à lagoa da Maraponga (Meu Bairro) à noite fico olhando e pensando que se não fosse tão perigoso dava até pra ir à beira ficar olhando o reflexo da lua. E sobre as praias nem vou começar a falar porque é um caso a parte. Acho espetacular a Ponte Metálica, Catedral, Dragão do Mar, Passeio Público, Estação Ferroviária, Teatro José de Alencar, Forte de Nossa Senhora da Assunção, Calçadão da Beira Mar, Casas do Bairro Benfica, é tanta coisa que não cabe aqui. Vivo andando a pé só pra poder ver de perto alguns lugares que acho bacana, porque olhar só pela janela do ônibus não dá nem gosto. Aqui não é o lugar perfeito, tem seus problemas iguais a outras cidades grandes, mas sabe aquele negócio de quem ama o feio, bonito lhe parece, imagine quando se ama o bonito, como é que se parece?
Fico emocionado quando um artista canta a nossa cidade. Fagner é o principal deles. Uma música mais bonita do que a outra, fala das praias, dos bairros.
Já pensei diversas vezes em ir embora daqui, mas hoje em dia não tenho mais a mínima vontade. Posso ir visitar outros lugares, mas morar mesmo quero não. A não ser que seja pra Jericoacoara. Aí já são outros quinhentos. E a não ser que seja por uma boa proposta de emprego, porque aí vou ter sempre uma graninha sobrando pra viajar pra cá.

Fagner - Fortaleza



terça-feira, 21 de julho de 2009

Amigos, Amigos, Vidas a Parte!

Ontem foi dia do amigo.
Lembrei-me de grandes momentos, de grandes pessoas, de grandes acontecimentos que vivi com os amigos que ficaram pelo tempo. Não sei dizer se hoje me sinto frustrado com algumas pessoas, por esperar uma coisa e receber outra. Eu só sei de mim. Sei que fui um Amigo com “A” maiúsculo, pois pra mim não importava o que fosse, aonde fosse, como fosse, precisando de mim, eu estava lá. Pra falar, pra ouvir, pra não dizer nada, pra curtir o vento, pra ouvir música, pra olhar paisagens, pra visitar lugares, pra brigar, pra brincar, pra beber, pra fumar, pra chorar, pra sorrir. Alguns já não são tão presentes como poderiam ser, outros nem precisam, mas mesmo assim, sinto falta de todos. Uns possuem bons motivos para ter se distanciado, outros tem mais desculpas esfarrapadas do que eu tinha pra minha mãe quando ela me mandava acordar pra ir pro colégio. Ontem não liguei pra ninguém, não mandei e-mail, mensagens, scrap’s, cartas, telegramas, sinal de fumaça. É algo como se fosse meu desabafo, algo que diz assim: Não lembrei de você, você não é mais tão importante para mim. Só que isso é uma mentira. Uma GRANDE mentira.
Porra! Eu sempre com esse meu sentimentalismo, não consigo levar adiante certas coisas.
Lembrei de todos. Pensei em ligar pra todos, mandar e-mail, mensagens, scrap’s, cartas, telegramas, sinais de fumaça, só que não o fiz. Não me sinto arrependido, mas me sinto chateado. Poxa! Devia ter feito alguma coisa. São todos muito importantes. São todos um pedacinho da minha história, da minha personalidade. Apesar de não ser preciso um “dia do amigo” para se homenagear alguém, já que temos todos os dias do ano para fazer isso, mas ontem senti que era um dia especial, não por ser dito o “dia do amigo”, mas por eu estar sentindo aquele dia especial, somente. E dias especiais não se deixa passar em branco. Eu fiz isso. Deixei passar em branco, mas olhando por outro lado, alguns deles também o deixaram. Acho que não sentiram o quanto o dia de ontem foi especial. Pode ser que o dia especial deles seja próximo sábado, ou daqui a duas semanas, ou quem sabe daqui a um mês. Sei lá! De alguns estou esperando esse dia especial há alguns anos. E pelo visto não chegará tão cedo.
Agradeço ao Vinny pela mensagem no celular e ao Fabiano Tanja pelo scrap, foi simples, mas bem bacana, especial mesmo, e agradeço a Taty dos tempos da CONTAX, foi uma das coisas mais legais que já li. A gente faz certas coisas e nunca imagina que um pequeno gesto, uma pequena palavra possa fazer diferença na nossa história de vida e na história dos outros. Quem dera outra pessoas pensassem assim como vocês. Um e-mail não custa nada, uma mensagem não custa nada, um scrap não custa nada, mas podem valer tanto, serem tão especiais.
Estou aqui reclamando e alguém pode dizer, sim Rafael, mas você também não fez nada. É. Mas eu tenho crédito. Sei que tenho. Podem dizer o contrário que não existe crédito por achar que ao se dedicar mais ou menos a um amigo se está em vantagem, mas eu sei que fiz mais do que alguns precisavam, mais do que alguns mereciam. Sabe o que mais me chateia. Saber que hoje meu filho tem 3 anos e 6 meses e me pergunta se alguns daqueles a quem me dediquei apareceram para pelo menos vê-lo, falar com ele, brincar com ele. A resposta é NÃO! Foram poucos, e a esses sim, eu tenho sinceros sentimentos de amizade. Porque falamos de um filho, a coisa mais importante que existe pra uma pessoa, às vezes tão importante quanto ela mesma.
Fica aqui meu desabafo e meu desejo a todos que fizeram parte da minha vida como amigo.

SEJAM FELIZES!

EU SOU!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pega, não pega!!

Eu acho que o que me motivou para recriar um blog foi essa situação que passei no último sábado dia 11 e que eu tinha que contar por aqui.

Todos os meus sábados agora eu tiro uma grana extra trabalhando de garçom em um Buffet aqui próximo da minha casa. Foi justamente voltando de lá, mais ou menos umas duas horas da manhã, que me ocorreu o inesperado. Eu já estava chegando em casa, faltava uns 3 quarteirões aproximadamente. Quando dobrei a esquina observo que chega pelo outro lado 2 homens em uma moto e outro homem sozinho em outra moto. Já comecei a pensar comigo: Pronto! É agora que perdi meu celular (de “valor” só havia mesmo meu celular e olha que tem que ser escrito a palavra valor entre aspas mesmo porque se for avaliar o pobrezinho não deve está custando nem 30 reais). Continuei minha caminhada rumo à minha casa, quando acontece o “esperado”. As duas motos vão parando no meio da rua bem devagarinho. Os três olham para mim, mas não esboçam nada, nem anunciam assalto, nem mostram uma arma, somente ficam me olhando. Tirando coragem não sei de onde, eu olho pra eles e pergunto atrevidamente: “Sim. O quê que foi??”. Os dois que estavam juntos em uma moto fazem um pequeno retorno e encostam na calçada ficando no sentido contrário ao que eu estava indo. Como se diz em bom Cearês, eu não contei pipoco e meti o pé na carreira. A carreira foi tão grande que só vinha na mente a imagem de uma avestruz correndo feito uma desesperada naquelas corridas de avestruz que passam na televisão. Esse era eu. Corria pela calçada quando o outro que estava sozinho na outra moto saiu em minha perseguição. Ele na rua. Eu na calçada, desesperado. Ele poderia pensar que nessa corrida estava em vantagem por estar em uma moto, porém ele não imaginava que naquela hora iria baixar o espírito do Pelé em minha pessoa.
Foi quando ele passou pela minha frente subindo a calçada com moto e tudo pra tentar me fechar que eu dei um drible tão rápido (coisa que eu não sei fazer nem jogando bola) e passei por trás dele. Pensei que ele fosse se estabacar no portão da casa da mulher. Continuei correndo, só que agora no meio da rua. Ele não ficou satisfeito com o drible que levou e desceu a calçada com todo o gás pra tentar me pegar mais na frente, foi quando baixou o Romário em mim.
Ele passou na minha frente tentando me fechar mais uma vez, só que dessa vez ele veio mais perto, e o que foi que eu fiz? Vocês lembram do gol que o Branco fez na Copa de 94? Aquele contra a Holanda nas quartas de final que desempatou o jogo e levou o Brasil pra jogar contra a Suécia? Lembram não? Aff! Aquele em que o Branco vai bater uma falta e chuta uma bomba, a bola só passou pelo Romário no meio do caminho porque ele se entortou todinho pra bola não pegar nele, foi bater lá no cantinho da trave e entrou no gol. Um golaço!
Pois bem, foi o que eu fiz só que ao invés de fazer como o Romário, se curvando pra frente pra bola passar por trás, eu me curvei todinho pra trás pra moto do cara não bater em mim. Só que depois desse outro drible de corpo eu não gritei Gol assim como fez o Romário. Gritei foi: Socorro!! Alguém me ajuda!! Socorro!! Parecia um louco aos berros no meio da rua em plena duas horas da madrugada. Quando olhei pra trás vi que eles se assustaram com meus gritos e foram embora. Devem ter ficado com medo de alguém sair na rua, já que naquele horário não havia nem barulho de grilo e nem uma alma viva no meio da rua.
Continuei minha caminhada com o coração quase saindo pela boca, não só pelo susto, mas pelo grande esforço que fiz nessa correria toda. É óbvio que não fui direto pra casa, eles poderiam estar me seguindo de longe, sei lá, nunca se sabe. Fiquei fazendo hora por perto de casa e quando tive realmente a certeza de que não havia mais ninguém nas proximidades foi que entrei em casa.

Ufa!


Vídeo do gol do Branco, no final você vê o lance do Romário:

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eu voltei agora pra ficar!!

Cheguei! Trazendo as boas novas. Mostrando um novo lar, mas com a mesma essência.
Passei alguns meses parado, por livre e espontânea pressão da globo.com que bloqueou meu acesso no portal Blogger. Poxa! Eu já estava há mais de 4 anos. Era quase de casa já.
Mas tudo bem. Foi uma boa oportunidade para analisar tudo que eu tinha feito nesses 4 anos do blog Universo de Sabedoria.
Fui reler algumas coisas e em alguns momentos me envergonhei e não acreditei que tive coragem de escrever certas coisas, outras tive que ler umas 3 vezes para poder acreditar que foi eu mesmo que escrevi, se a mamãe tivesse lido teria orgulho do filhote aqui. Mas no balanço feito o resultado não foi dos piores, me dei uma nota 7,5 pelo conjunto da obra.
Passando agora para o novo. Para quem não entendeu: o nome
ZURUPENGA foi tirado do dialeto Cearês e quer dizer embriagado, endoidado. Nome bem sugestivo pra alguém que tem o apelido de Doido e que às vezes vive situações um pouco "diferentes" do que se vê normalmente por aí.
Tentarei atualiza-lo o mais frequente possivel, sendo, pelo menos, 1 (uma) vez por semana, palavra de escoteiro (que eu não sou! ;] ).
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